Quando criança, sempre que alguém me perguntava o que eu queria ser quando crescer, eu respondia veterinária. Com o tempo, essa resposta mudou várias vezes, passando por arquiteta, paleontóloga e terminando em bióloga, sendo a decisão final sendo tomada somente no terceiro ano do ensino médio, quando eu ainda estava confusa entre biologia e veterinária. Agora estou segura que tomei a decisão certa. Minha família não teve influência nenhuma na escolha da minha profissão. Na minha família não existem biólogos, exceto uma prima de segundo grau (porém só fiquei sabendo desse fato ano passado, então este não influenciou a minha escolha). Minha vó foi professora e também diretora de uma escola, todavia nunca ouvi dela relatos que pudessem me levar a querer ser professora. Meus pais trabalharam em bancos, e também não influenciaram a minha escolha. Quando optei por biologia, todos me apoiaram desde o início. Acredito que escolhi biologia por simples afeição por zoologia e por ecologia, e também por me preocupar com a conservação de recursos naturais. Sendo professora, poderei multiplicar conhecimentos e os transmitir a muitas pessoas.
Durante a pré-escola e o ensino fundamental estudei sempre na mesma escola particular, católica. E na quinta série dessa escola (talvez na sexta, não me recordo exatamente), tive uma experiência que me marcou negativamente. Sempre tive notas boas, nunca pegava recuperação e era bem comportada na aula. Durante uma aula de religião, a professora citou o meu nome, dizendo que gostaria que mais alunos estivessem no mesmo patamar que eu. Lembro que fiquei um pouco desconfortável com esse comentário, primeiramente porque não sabia o que significava patamar. Meu desconforto se deu também porque não achei agradável esse elogio, me senti como eu fosse uma maneira, um método de comparação com os meus colegas, e isso me atingiu de uma maneira negativa.
Durante o ensino médio, já em outra escola, também particular, tive um professor que me acompanhou nos três anos, o professor Gilberto, de química. Lembro-me que suas aulas eram sempre divertidas, era difícil encontrar alguém que não gostasse dele ou de suas aulas. Ele atingia à todos os alunos, conseguia construir uma relação pessoal com todos, ele ia além dos átomos e das ligações de hidrogênio. No terceiro ano, houve um momento em que a minha turma estava dispersa e ele chamou a nossa atenção para que ficássemos quietos. Então ele começou a contar sobre a sua vida como professor e comentou que no ano anterior ele havia pensado em desistir de dar aula, em abandonar a escola, porque uma turma daquele ano não demonstrava o menor interesse pela matéria e nem pela instituição, era uma turma que o desmotivava. Porém, a nossa turma, naquele ano, havia feito com que ele acreditasse novamente na escola, nos alunos, e o fez repensar essa decisão de largar o colégio, o fez dar mais uma chance à escola. Ele nos mostrou que nem sempre vamos ter uma turma com alunos homogêneos, "ideais". Cada turma tem sua peculiaridade, seus defeitos e suas qualidades. Ele nos fez perceber que devemos persistir naquilo que acreditamos, não importa as adversidades que possamos encontrar.
Durante o ensino médio, já em outra escola, também particular, tive um professor que me acompanhou nos três anos, o professor Gilberto, de química. Lembro-me que suas aulas eram sempre divertidas, era difícil encontrar alguém que não gostasse dele ou de suas aulas. Ele atingia à todos os alunos, conseguia construir uma relação pessoal com todos, ele ia além dos átomos e das ligações de hidrogênio. No terceiro ano, houve um momento em que a minha turma estava dispersa e ele chamou a nossa atenção para que ficássemos quietos. Então ele começou a contar sobre a sua vida como professor e comentou que no ano anterior ele havia pensado em desistir de dar aula, em abandonar a escola, porque uma turma daquele ano não demonstrava o menor interesse pela matéria e nem pela instituição, era uma turma que o desmotivava. Porém, a nossa turma, naquele ano, havia feito com que ele acreditasse novamente na escola, nos alunos, e o fez repensar essa decisão de largar o colégio, o fez dar mais uma chance à escola. Ele nos mostrou que nem sempre vamos ter uma turma com alunos homogêneos, "ideais". Cada turma tem sua peculiaridade, seus defeitos e suas qualidades. Ele nos fez perceber que devemos persistir naquilo que acreditamos, não importa as adversidades que possamos encontrar.
Oi Débora,
ResponderExcluirestá ótima a tua narrativa! Destacas modelos de professores que marcaram a tua história e me chamou muito a atenção o fato do elogio da professora ter que causado um impacto tão negativo, não apenas pelo desconhecimento da palavra "patamar", mas por revelar uma "comparação" entre os alunos. Isso também se manifesta na postura, desta vez positiva, do professor de Química, que contribuiu para esclarecer que a heterogeneidade faz parte dos grupos e não podemos esperar que todos sejam iguais. Essa expectativa com certeza irá nos frustrar e muito. Também achei ótima a tua convicção quanto a escolha da carreira e desejo que este caminho, apesar dos desafios, seja pleno de realizações.
Vamos continuar conversando, ok?
Um carinhoso abraço,
Profa. Nádie
Olá Débora,
ResponderExcluirótima narrativa e muito bonito teu blog, Parabéns!
Hoje passei por aqui para visualizar a postagem sobre a relação da tua narrativa com os textos lidos e discutidos na aula, mas não a encontrei. Assim que fizeres esta postagem ou se tiveres alguma dúvida em relação à atividade, por favor entre em contato.
Abraços, Anelise.
Oi Débora,
ResponderExcluirtambém passei por aqui e esperava encontrar novas postagens. Voltarei em breve!
Um carinhoso abraço,