Nessa semana, na quinta-feira, o nosso grupo foi realizar a atividade prática da disciplina.
Continuamos com a ideia inicial de uma simulação de uma situação de risco, o vazamento de gás.
Escolhemos esse tema pois ele havia saído recentemente na mídia e acreditamos que esse tipo de informação não é passado para crianças, o que foi comprovado na atividade prática.
Chegamos na escola e ensaiamos brevemente o que iríamos dizer e repassamos a ordem da aula.
A professora nos recebeu e, junto dela, muitas crianças vieram correndo, gritando e fazendo sinais de coraçãozinho com a mão por onde ela passava. Outras gritavam o nome da professora e outas ainda a abraçaram e a beijaram de maneira muito carinhosa.
Ao entrarmos na sala nos deparamos com uma turma pequena de quinta série: 12 alunos no total. Nos apresentamos e explicamos brevemente a atividade.
A professora ficou na sala para assistir e participar da aula.
Iniciamos, como estava no planejamento, com a entrega e leitura da notícia. A professora sugeriu que cada aluno lesse um trecho, pois era assim que estavam acostumados a fazer na aula.
Quase todos os alunos participaram lendo sua parte do texto.
Após, perguntamos se algum deles já tinha passado por uma situação de vazamento de gás.
Vários alunos contaram relatos, ou da mãe cozinhando, ou até mesmo deles que haviam esquecido o gás e sentido o cheiro. A professor também contou uma história pessoal.
Então perguntamos se eles saberiam o que fazer numa situação como essa, e ainda, o que aconteceria com o corpo se respirassem muito o gás de cozinha.
Alguns sugeriram o fechamento do gás, enquanto outros disseram que poderiam morrer se respirassem o gás.
Partimos então para a explicação do gás, contando como ele age no organismo e expondo os sintomas da inalação, juntamente com os procedimentos de socorro.
Como estava previsto no planejamento, pedimos a participação de dois alunos, um para sentir os sintomas, e outro para socorrê-lo. Houve uma pequena demora para a turma decidir os alunos, mas então tivemos dois voluntários. Eles representaram a cena de uma pessoa com tontura e náusea, e outra vindo então socorrê-la, tudo em meio a muitas risadas, tanto dos participantes, quanto dos expectadores.
Após, explicamos as medidas de segurança. Nesse momento, fugimos do planejamento:
tínhamos previsto 5 alunos: um para retirar os outros quatro da exposição de gás e tomar as medidas de segurança. Porém, toda a turma acabou sendo as "vítimas", enquanto uma tomava as medidas de segurança. Esse foi um momento de grande descontração. Enquanto os alunos simulavam os sintomas de tontura, perda de visão e náuseas, eles riam uns dos outros e de si mesmos. O aluno que iria salvar o grupo foi levando um a um para fora da sala de aula, onde seria o lugar ventilado. Após, ele simulou o resto da atividade. Havia na turma um aluno que estava bem quieto, e apresentava uma dificuldade para falar (ele não participou da leitura do texto e não interagia muito no decorrer da atividade). Porém, no momento final, a professora o convenceu a participar da atividade, sendo uma das vítimas a ser socorrida pelo colega.
Quando todos retornaram a sala de aula, nós fizemos a conclusão da atividade, perguntando se eles haviam gostado, se haviam entendido como proceder e se tinham mais alguma dúvida. A turma disse que havia gostado da atividade, e alguns perguntaram algumas dúvidas e nós respondemos.
A atividade ocorreu em bem menos tempo do que o planejado. Levou aproximadamente 30 minutos, quando havíamos planejado cerca de 1h e 10 minutos. Acredito que isso aconteceu porque a turma era reduzida e houve grande envolvimento da turma.
Eu gostei bastante desse primeiro contato com uma sala de aula. Claro que quando formos professores não será tudo assim, com muitas risadas e alunos dispostos. Quando há "gente nova" na sala de aula eles sempre reagem de maneira diferente. Quando a rotina do professor caí, começam a ter os problemas comuns de sala de aula. Acredito que o segredo para uma boa aula, para uma boa turma é esse: evitar a rotina, aquele clássico modelo de aula "aluno sentado e professor explicando". O ideal, para mim, seria sempre ter essa interação do aluno com o professor, sempre buscando atividades diferenciadas que possam ser incluídas no conteúdo programado. Obviamente isso é um desafio, porém acredito que ele é um desafio essencial a ser tentado vencer para podermos ter uma educação diferenciada daqui pra frente.
Eu ainda não tenho os registros visuais da aula, eles estão com uma colega do grupo que em breve estará nos mandando por e-mail as fotos, e então eu postarei aqui.
Olá Débora,
ResponderExcluirparabéns pela realização da atividade! É realmente uma grande vitória. Fico feliz que os alunos tenham gostado e interagido bastante, se propondo a participar. Com certeza a realidade em sala de aula é feita de diversas situações, nem todas fáceis, mas se tiveres esta vontade de fazer com que haja uma renovação na maneira de realizar teu trabalho a cada dia, será já um primeiro passo muito importante.
Abraços, Anelise.